Estudante de Direito: Vale Ouro!

Há alguns anos atrás, mais especificamente em Novembro de 2014, comentei à respeito de uma matéria publicada pelo MM. Juiz de Direito Alexandre Morais da Rosa, o qual tratava do assunto com o seguinte título: “Sorria, estudante de Direito, você virou recebível no mercado financeiro”.

Hoje, 3 anos após o comentário que publiquei, verifico que o assunto de total relevância trazida pelo colega apaixonado pelo Direito é realmente uma tragédia em tempos atuais, e digo mais, com a tendência de piorar, haja vista o tratamento displicente e descaso que as faculdades, de forma geral, estão explicitando, não somente com o corpo docente mas também com os discentes.

Acho interessante como alguns pontos de vista agregam valores imensuráveis na vida acadêmica dos estudantes. Todavia, não podemos esquecer que não se trata exclusivamente, em sentido stricto, dos atos de uma instituição financeira, digo educacional, impulsionando alunos a se tornarem concurseiros ao invés de juristas, muito embora estes devam as instituições estigmatizadas pelo lucro suas posições, com merecido mérito.

Muitas são as vezes em que a generalidade toma forma nas aulas e corpo nas provas, o qual pode-se observar, em sua maioria, questões de concursos Federais, Estaduais, Municipais, contribuindo para a turma que visa apenas responder questões com exatidão deixando a hermenêutica e a essência para trás.

Isso não significa que haja conivência entre o corpo docente e a IES com este formato avaliativo produtivo financeiro das provas acadêmicas, que tem em seu objeto, na visão da IES, o aumento de aprovados na OAB e consequente lucro no mercado financeiro, mas sim uma imposição da IES ao docente para que este, no exercício de sua função acabe perdendo seus sentidos, sua essência de ir além em suas aulas e ensinar muito mais que respostas de concursos passados.

Tive a sorte de ter mestres que não se rendiam apenas a um plano de ensino forjado em cifras, mas que tornavam suas aulas instigantes e proveitosas in lato sensu.

“A finalidade é o lucro, não o ensino. Fale-se baixinho.”
Quando olhamos para trás, em meio aos horários apertados dos mestres, aos atrasos dos pupilos, percebemos que muito fora deixado de mão, largado em vão, por negligência que o próprio sistema nos impõe, seja pelo estágio que devemos prestar, seja pelos 50 minutos apertados e corridos que os professores têm que se adequar.

Enfim, somos todos números e cifras de um sistema que não se interessa no crescimento educacional, mas nos resultados e valorização de suas ações no mercado financeiro.

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É isso.